O Portal trouxe ainda duas matérias que poderiam ser melhor exploradas. No texto sobre trabalho temporário, que é uma pauta que costuma aparecer na mídia nesta época, faltou – além de informações sobre o que representa o trabalho temporário no município, demanda profissional, entre outros elementos – um diferencial. O enfoque da matéria foi o cumprimento ou não das leis trabalhistas em contratos temporários, mas ficou uma lacuna sobre as vantagens e desvantagens para os trabalhadores.
Outra matéria, sobre a medição das terras do acampamento Emiliano Zapata, também deixou escapar alguns detalhes. A idéia de dar continuidade ao tema, abordado em uma matéria realizada anteriormente pela equipe do Portal sobre a regularização do acampamento, é bastante oportuna, pois permite aos leitores o acompanhamento sobre a questão. Porém, como nem todos conhecem o acampamento Emiliano Zapata, faltaram algumas informações básicas, como quantas famílias vivem lá, localização, tempo que estão acampados, como vivem e outros elementos que ajudam a caracterizar a situação e mostrar o que significa a realização do geo-referenciamento, que é o requisito para a compra de terras.
Outro problema é sobre as informações referidas na matéria anterior, que não aparecem na atual. O impasse das diárias do funcionário do Incra, responsável pela medição, é um elemento que não fica claro na matéria (pois exige conhecimento prévio do assunto). E há também um descuido em relação a uma das fontes. Luasses não tem sobrenome, e depois aparece como ouvidor... Só na leitura da matéria relacionada é que conhecemos o entrevistado: Luasses Gonçalves dos Santos, ouvidor agrário do Incra Paraná. É preciso uma atenção a mais para garantir a clareza e a qualidade das informações.
Por Karina Janz Woitowicz
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
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