Daqui para frente, segunda-feira é dia de atualização da coluna digital de ombudsman do Portal Comunitário. O leitor poderá encontrar, semanalmente, comentários de avaliação sobre o material publicado e as estratégias jornalísticas adotadas neste valioso projeto laboratorial do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Busca-se entender este blog "Representante do Leitor" como ponto de diálogo entre diferentes tipos de leitores e de cruzamento de níveis de leitura ou interesse.
Felizmente, a figura do ombudsman não é mais novidade nos Campos Gerais, como era há pouquíssimo tempo. E não seria presunção acreditar que as produções laboratoriais do curso têm responsabilidade nisso. Até porque vários profissionais da imprensa princesina passaram pela formação na UEPG e também foram alvos da atenção (sempre crítica e rigorosa, espera-se, mas ainda assim aberta ao diálogo) do 'ouvidor dos leitores'.
Esse dispositivo vigorou no impresso laboratorial e, em outra prova de ousadia, se estendeu ao ambiente digital. Quando coordenei o Foca Livre, contava com a voz precisa da professora Karina Janz na figura de ombudsman, ponto indispensável de orientação nos rumos do jornal. Qual não foi minha surpresa, agora, ao reencontrar e dar continuidade às suas estimulantes colocações sobre esta outra modalidade de jornalismo.
Com a diferença que agora podemos cobrar o Portal de outra forma. Não apenas porque muda o ouvidor, mas também pela nova fase de maturação do projeto - não mais os primeiros e seminais passos de vida. Um estudante que se habitua desde a graduação à interação com a crítica vai saber tirar proveito dela no mercado profissional. Sendo que ela nem sempre aparece nessa forma organizada e aberta.
Este novo profissional, em formação, dificilmente entenderia um comentário sobre sua produção como ofensa pessoal, maldade dos 'amigos' ou restrição de sua preciosa liberdade criativa de atuação. Pois em alguma medida ele compreendeu que jornalismo é atividade pública - daí que a crítica 'jogue a favor'.
Como os impressos em Ponta Grossa não circulam às segundas, abre-se uma lacuna na agenda de leitura diária noticiosa de todo estudante ou professor de Jornalismo (e demais interessados diretos). Convida-se, assim, o leitor a preencher esse breve mas nobre horário com a leitura das novidades no Portal Comunitário (que não pára nem aos domingos!) e nesta coluna de ombudsman. Mudanças em produtos laboratoriais perpassam alterações no habitus estudantil, profissional e leitor.
Outra lacuna do mercado local de informação é a notícia mobilizada pelo interesse coletivo e pelas particularidades comunitárias. O projeto tenta responder a isso como uma proposta editorial criativa e de responsabilidade. Busca pautar enlaces comunitários frente a desagregação social e o crescimento desorganizado e nem sempre sustentável da cidade.
Orientações iniciais sobre a leitura do Representante do Leitor
A leitura do ombudsman sobre o Portal Comunitário leva em conta aspectos da etapa de produção jornalística (rotinas), características finais dos textos (redação), modos de apresentação do conteúdo ao internauta (publicação e navegação) e possíveis respostas da comunidade (retorno). Sem perder de vista a singularidade do projeto editorial, que une práticas de jornalismo comunitário e digital. Tudo isso não em um produto de mercado, mas em um objeto laboratorial, necessariamente em desenvolvimento e gerador de conhecimentos específicos.
Eventualmente, pode-se trabalhar com breves indicações conceituais ou de debate que melhor orientem determinada prática. Com a ressalva de que o olhar não é necessariamente o mesmo do professor. Até porque o ombudsman localiza-se mais no campo profissional que exclusivamente pedagógico, em suas ligações com a sociedade (expectativas de instituições e leitores).
Podem aparecer relações com outros acontecimentos e coberturas, noticiados tanto pelo Portal como por outros serviços. Desde que auxiliem a ver melhor o que estamos fazendo e para onde podemos ir. Tenta-se avaliar o que foi produzido e projetar futuras ações. Nem todas as avaliações referem-se a correções imediatas sobre o material já publicado. Algumas tentam muito mais servir como auxílio para novos trabalhos (pautas, reportagens, publicações).
Identificar limitações é uma das formas de desenvolver um projeto laboratorial. Não queremos que seja sempre o mesmo, mas trabalhamos no seu (estudado e reflexivo) aperfeiçoamento.
Observações da semana
Período avaliado: de 3 a 9 de maio
Agenda Cultural e Comunicação Comunitária
Felizmente, a figura do ombudsman não é mais novidade nos Campos Gerais, como era há pouquíssimo tempo. E não seria presunção acreditar que as produções laboratoriais do curso têm responsabilidade nisso. Até porque vários profissionais da imprensa princesina passaram pela formação na UEPG e também foram alvos da atenção (sempre crítica e rigorosa, espera-se, mas ainda assim aberta ao diálogo) do 'ouvidor dos leitores'.
Esse dispositivo vigorou no impresso laboratorial e, em outra prova de ousadia, se estendeu ao ambiente digital. Quando coordenei o Foca Livre, contava com a voz precisa da professora Karina Janz na figura de ombudsman, ponto indispensável de orientação nos rumos do jornal. Qual não foi minha surpresa, agora, ao reencontrar e dar continuidade às suas estimulantes colocações sobre esta outra modalidade de jornalismo.
Com a diferença que agora podemos cobrar o Portal de outra forma. Não apenas porque muda o ouvidor, mas também pela nova fase de maturação do projeto - não mais os primeiros e seminais passos de vida. Um estudante que se habitua desde a graduação à interação com a crítica vai saber tirar proveito dela no mercado profissional. Sendo que ela nem sempre aparece nessa forma organizada e aberta.
Este novo profissional, em formação, dificilmente entenderia um comentário sobre sua produção como ofensa pessoal, maldade dos 'amigos' ou restrição de sua preciosa liberdade criativa de atuação. Pois em alguma medida ele compreendeu que jornalismo é atividade pública - daí que a crítica 'jogue a favor'.
Como os impressos em Ponta Grossa não circulam às segundas, abre-se uma lacuna na agenda de leitura diária noticiosa de todo estudante ou professor de Jornalismo (e demais interessados diretos). Convida-se, assim, o leitor a preencher esse breve mas nobre horário com a leitura das novidades no Portal Comunitário (que não pára nem aos domingos!) e nesta coluna de ombudsman. Mudanças em produtos laboratoriais perpassam alterações no habitus estudantil, profissional e leitor.
Outra lacuna do mercado local de informação é a notícia mobilizada pelo interesse coletivo e pelas particularidades comunitárias. O projeto tenta responder a isso como uma proposta editorial criativa e de responsabilidade. Busca pautar enlaces comunitários frente a desagregação social e o crescimento desorganizado e nem sempre sustentável da cidade.
Orientações iniciais sobre a leitura do Representante do Leitor
A leitura do ombudsman sobre o Portal Comunitário leva em conta aspectos da etapa de produção jornalística (rotinas), características finais dos textos (redação), modos de apresentação do conteúdo ao internauta (publicação e navegação) e possíveis respostas da comunidade (retorno). Sem perder de vista a singularidade do projeto editorial, que une práticas de jornalismo comunitário e digital. Tudo isso não em um produto de mercado, mas em um objeto laboratorial, necessariamente em desenvolvimento e gerador de conhecimentos específicos.
Eventualmente, pode-se trabalhar com breves indicações conceituais ou de debate que melhor orientem determinada prática. Com a ressalva de que o olhar não é necessariamente o mesmo do professor. Até porque o ombudsman localiza-se mais no campo profissional que exclusivamente pedagógico, em suas ligações com a sociedade (expectativas de instituições e leitores).
Podem aparecer relações com outros acontecimentos e coberturas, noticiados tanto pelo Portal como por outros serviços. Desde que auxiliem a ver melhor o que estamos fazendo e para onde podemos ir. Tenta-se avaliar o que foi produzido e projetar futuras ações. Nem todas as avaliações referem-se a correções imediatas sobre o material já publicado. Algumas tentam muito mais servir como auxílio para novos trabalhos (pautas, reportagens, publicações).
Identificar limitações é uma das formas de desenvolver um projeto laboratorial. Não queremos que seja sempre o mesmo, mas trabalhamos no seu (estudado e reflexivo) aperfeiçoamento.
Observações da semana
Período avaliado: de 3 a 9 de maio
Agenda Cultural e Comunicação Comunitária
A agenda cultural do Portal Comunitário, na semana de 4 a 12 de maio, estava devidamente atualizada já na segunda-feira (4), o que não acontecia com o informe oficial da Prefeitura. Além da relevância do serviço (opção cultural também é utilidade pública comunitária!), cabe notar o cuidado em não ficar dependendo da publicação em dia no site do Governo Municipal - o que seria um certeiro prejuízo à pluralidade.
No entanto, de modo semelhante às agendas culturais de jornais da cidade, ainda há falta de sistematização das informações - uma organização dos dados que facilite a navegação do leitor (aqui necessariamente apressado). As letras garrafais deixam essa impressão de pouco 'trato' jornalístico do material. Outro indicador é que boa parte da programação seja referente aos eventos da Semana da Cultura Bruno e Maria Enei.
Algo a se planejar ao longo do tempo, claro, uma vez que não é o cardápio principal do portal e certamente recomendaria equipes e lógicas próprias de produção.
Vale ainda destacar nesse sentido de agenda o bom serviço dos "Eventos das Comunidades" na página principal. A agilidade e a simplicidade (eficiente) lembram os famosos murais de informes em pequenas comunidades (que possuem função estratégica de organização). Só resta atentar para cobrir o que for ali anunciado. Aquele encontro na UEPG para discutir políticas públicas, por exemplo.
Que outras formas básicas de comunicação popular poderíamos reativar ou rearticular via portal?
Nesse mesmo sentido, só que como preocupação, ressalta-se que o espaço de crônicas está abandonado, como já destacava a professora Karina Janz.
Quando a notícia escapa pelos dedos
Matérias da semana indicam um bom jogo de pautas, devidamente vinculado ao interesse comunitário. No entanto, às vezes a notícia passa diante do gravador e dos olhos do repórter e... escapa. É o caso do texto Inadimplência no pagamento do auxílio saúde dificulta administração do Siemaco, do dia 5. Será que o principal resultado da inadimplência é gerar problemas administrativos ao sindicato, como sugere o título?
A falta de clareza no início pode afastar o leitor (sigla no título e ambigüidade). Quem são os inadimplentes? É preciso ler toda a matéria para entender que não são os trabalhadores, mas determinadas empresas. Seria de se esperar que a reportagem fosse em busca de tais devedores, que podem estar prejudicando um serviço de saúde, direito dos sindicalizados. A questão da pluralidade não se resolve tão somente em ouvir várias fontes que apontem a importância do auxílio, como se vê.
Lá pelas tantas se descobre que o Grupo Alerta há dez anos não faz os pagamentos, o que resulta em uma ação na Justiça. Isso é mais noticiável que os dramas administrativos e pediria uma possível revisão de foco. Claro que pode ser resolvido em novas matérias (suítes). E o fato de tal informação estar ali é porque já houve um bom trabalho de reportagem. Talvez seja o caso de se negociar melhor o que vem como direcionamento de pauta e as novidades apreendidas no trabalho de campo.
Em outros momentos, o problema não é de foco, mas a notícia 'escapa' pela falta de alguma informação complementar. Matéria do dia 4 sobre curso de alfabetização no Reviver deixa de informar quantos são os inscritos até o momento. Parece que poucos. Novamente, a pauta é 'quente' do ponto de vista comunitário. Outros detalhes a tornariam ainda mais pertinente e original (para além de um mero reclame de certos moradores). No referido Programa Paraná Alfabetizado, a responsabilidade pela divulgação e inscrição de novos alunos é do Reviver ou do Governo? Chama a atenção pelo fato de que são integrantes da ONG que estão correndo atrás, como destaca o texto. Qual a contrapartida governamental?
Estimativas sobre índice de alfabetização na cidade ajudariam a melhor dimensionar a importância do projeto, o que a matéria (antiga) do link tenta fazer, com limitações.
Ainda nesse sentido de tirar melhor proveito de boas pautas, faltou à matéria sobre participação de representante local no Congresso Nacional dos trabalhadores dos Correios um dado concreto sobre a condição hoje e histórica de tais trabalhadores.
Já em matéria sobre a baixa adesão ao Sindehtur, a contradição espera por ser explorada e, assim, virar notícia. Com um sindicato de tamanha abrangência, gostaríamos de saber quantas são as empresas de tais setores profissionais em PG. Isso ajudaria a saber o quão pequeno e pouco expressivo é o número de 700 sindicalizados. A concentração na voz exclusiva do presidente não dá conta de responder... Alguma outra fonte poderia avaliar melhor o impacto de tal situação e os interesses envolvidos.
Localização no site, no assunto e na cidade
Uma das formas do Portal conduzir ou estimular a participação e a leitura do internauta é pelo modo como localiza as matérias na página. As classificações na barra esquerda situam os conteúdos não apenas por assunto, como seria o óbvio, mas também por entidades, sindicatos e bairros.
Em algumas circunstâncias, no entanto, a data da matéria desaparece, o que é preocupante uma vez que temos a possibilidade de acessar o sítio nem sempre pelo início e a qualquer horário. A Reportagem da Semana fica sem data, por exemplo, em sua página principal.
Outra ação possível no jornalismo digital é melhor situar o leitor no assunto do texto com recursos específicos. Um exemplo é oferecer indicações de caminhos para complementação ou aprofundamento. A matéria sobre palestras de orientação à doação de medula óssea cumpre a indispensável função de serviço, mas poderia também apontar endereços para quem deseje outras informações (inserção do problema em PG e no estado, por exemplo). Formas de sair do evento pelo evento.
Deslocamentos geográficos ou estratégicas ocupações do espaço urbano realmente não podem 'passar batido' para o jornalismo de interesse comunitário. Esse desenhar da cidade agrega valor-notícia ao Portal e prova disso é a cobertura de manifestações (mesmo no feriado!), como a Caminhada do Trabalhador.
Há aí também uma prestação de serviço, como o informe de que a farmácia do Sindicado dos Servidores Municipais mudou de lugar.
Já o texto sobre a festa do trabalhador deixa de localizar devidamente na cidade o evento. Quem sabe os mapas (gratuitos) sejam opção de (localiz)ação a trabalhar de algum modo justamente nesse enlace comunitário pretendido.
Por Rafael Schoenherr
No entanto, de modo semelhante às agendas culturais de jornais da cidade, ainda há falta de sistematização das informações - uma organização dos dados que facilite a navegação do leitor (aqui necessariamente apressado). As letras garrafais deixam essa impressão de pouco 'trato' jornalístico do material. Outro indicador é que boa parte da programação seja referente aos eventos da Semana da Cultura Bruno e Maria Enei.
Algo a se planejar ao longo do tempo, claro, uma vez que não é o cardápio principal do portal e certamente recomendaria equipes e lógicas próprias de produção.
Vale ainda destacar nesse sentido de agenda o bom serviço dos "Eventos das Comunidades" na página principal. A agilidade e a simplicidade (eficiente) lembram os famosos murais de informes em pequenas comunidades (que possuem função estratégica de organização). Só resta atentar para cobrir o que for ali anunciado. Aquele encontro na UEPG para discutir políticas públicas, por exemplo.
Que outras formas básicas de comunicação popular poderíamos reativar ou rearticular via portal?
Nesse mesmo sentido, só que como preocupação, ressalta-se que o espaço de crônicas está abandonado, como já destacava a professora Karina Janz.
Quando a notícia escapa pelos dedos
Matérias da semana indicam um bom jogo de pautas, devidamente vinculado ao interesse comunitário. No entanto, às vezes a notícia passa diante do gravador e dos olhos do repórter e... escapa. É o caso do texto Inadimplência no pagamento do auxílio saúde dificulta administração do Siemaco, do dia 5. Será que o principal resultado da inadimplência é gerar problemas administrativos ao sindicato, como sugere o título?
A falta de clareza no início pode afastar o leitor (sigla no título e ambigüidade). Quem são os inadimplentes? É preciso ler toda a matéria para entender que não são os trabalhadores, mas determinadas empresas. Seria de se esperar que a reportagem fosse em busca de tais devedores, que podem estar prejudicando um serviço de saúde, direito dos sindicalizados. A questão da pluralidade não se resolve tão somente em ouvir várias fontes que apontem a importância do auxílio, como se vê.
Lá pelas tantas se descobre que o Grupo Alerta há dez anos não faz os pagamentos, o que resulta em uma ação na Justiça. Isso é mais noticiável que os dramas administrativos e pediria uma possível revisão de foco. Claro que pode ser resolvido em novas matérias (suítes). E o fato de tal informação estar ali é porque já houve um bom trabalho de reportagem. Talvez seja o caso de se negociar melhor o que vem como direcionamento de pauta e as novidades apreendidas no trabalho de campo.
Em outros momentos, o problema não é de foco, mas a notícia 'escapa' pela falta de alguma informação complementar. Matéria do dia 4 sobre curso de alfabetização no Reviver deixa de informar quantos são os inscritos até o momento. Parece que poucos. Novamente, a pauta é 'quente' do ponto de vista comunitário. Outros detalhes a tornariam ainda mais pertinente e original (para além de um mero reclame de certos moradores). No referido Programa Paraná Alfabetizado, a responsabilidade pela divulgação e inscrição de novos alunos é do Reviver ou do Governo? Chama a atenção pelo fato de que são integrantes da ONG que estão correndo atrás, como destaca o texto. Qual a contrapartida governamental?
Estimativas sobre índice de alfabetização na cidade ajudariam a melhor dimensionar a importância do projeto, o que a matéria (antiga) do link tenta fazer, com limitações.
Ainda nesse sentido de tirar melhor proveito de boas pautas, faltou à matéria sobre participação de representante local no Congresso Nacional dos trabalhadores dos Correios um dado concreto sobre a condição hoje e histórica de tais trabalhadores.
Já em matéria sobre a baixa adesão ao Sindehtur, a contradição espera por ser explorada e, assim, virar notícia. Com um sindicato de tamanha abrangência, gostaríamos de saber quantas são as empresas de tais setores profissionais em PG. Isso ajudaria a saber o quão pequeno e pouco expressivo é o número de 700 sindicalizados. A concentração na voz exclusiva do presidente não dá conta de responder... Alguma outra fonte poderia avaliar melhor o impacto de tal situação e os interesses envolvidos.
Localização no site, no assunto e na cidade
Uma das formas do Portal conduzir ou estimular a participação e a leitura do internauta é pelo modo como localiza as matérias na página. As classificações na barra esquerda situam os conteúdos não apenas por assunto, como seria o óbvio, mas também por entidades, sindicatos e bairros.
Em algumas circunstâncias, no entanto, a data da matéria desaparece, o que é preocupante uma vez que temos a possibilidade de acessar o sítio nem sempre pelo início e a qualquer horário. A Reportagem da Semana fica sem data, por exemplo, em sua página principal.
Outra ação possível no jornalismo digital é melhor situar o leitor no assunto do texto com recursos específicos. Um exemplo é oferecer indicações de caminhos para complementação ou aprofundamento. A matéria sobre palestras de orientação à doação de medula óssea cumpre a indispensável função de serviço, mas poderia também apontar endereços para quem deseje outras informações (inserção do problema em PG e no estado, por exemplo). Formas de sair do evento pelo evento.
Deslocamentos geográficos ou estratégicas ocupações do espaço urbano realmente não podem 'passar batido' para o jornalismo de interesse comunitário. Esse desenhar da cidade agrega valor-notícia ao Portal e prova disso é a cobertura de manifestações (mesmo no feriado!), como a Caminhada do Trabalhador.
Há aí também uma prestação de serviço, como o informe de que a farmácia do Sindicado dos Servidores Municipais mudou de lugar.
Já o texto sobre a festa do trabalhador deixa de localizar devidamente na cidade o evento. Quem sabe os mapas (gratuitos) sejam opção de (localiz)ação a trabalhar de algum modo justamente nesse enlace comunitário pretendido.
Por Rafael Schoenherr

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