quinta-feira, 23 de abril de 2009

E o debate sobre as políticas de comunicação?

A matéria sobre a Rádio Liberdade, mantida pelo MST, poderia ser uma oportunidade para tocar na questão da criminalização da prática das rádios livres e comunitárias, dentro das políticas de comunicação vigentes.

Para os leitores que não conhecem as diferenças entre rádios comerciais, rádios comunitárias e rádios livres, faltou apresentar uma caracterização destes veículos e o debate, mesmo que de forma pontual, sobre os limites da legislação sobre radiodifusão no Brasil. Afinal, tais experiências de mídia, como a Rádio Liberdade, constituem espaços legítimos de luta pela democratização da comunicação e se traduzem em um importante movimento pelo direito de comunicar, que acontece em todo país. Ou seja, esta rádio se insere em um contexto mais amplo de fortalecimento da comunicação comunitária, que é defendida na proposta do Portal e deveria ser abordada na matéria.

Além disso, fica a dúvida se a divulgação das atividades da rádio pelo site não poderia comprometer os responsáveis pela emissora, uma vez que, aos olhos da Anatel, esta é uma prática ilegal, que costuma ser tratada como caso de polícia. O MST e o Portal atentaram para isso?

Por Karina Janz Woitowicz

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